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Racismo afecta identificação com a dor física do outro

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Racismo afecta identificação com a dor física do outro

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Os cérebros das pessoas racistas não reagem, face à dor física de pessoas de outros grupos étnicos. A razão está no preconceito.

Esta é a conclusão de um estudo internacional de investigadores das Universidades de Bolonha e de Roma.

Estes cientistas estudaram como o nosso cérebro reage perante imagens onde pessoas de outros grupos étnicos são sujeitas a acções desconfortáveis. Por exemplo, serem picadas por uma agulha.

A investigação foi realizada com um grupo de 40 estudantes universitários, 20 dos quais italianos brancos e os outros 20 negros residentes em Itália.

Foi pedido aos participantes que vissem algumas imagens. Uma mostrava a mão de uma pessoa a ser picada com uma agulha e a outra a mesma mão a ser tocada por um cotonete.

Os computadores puderam registar in vivo a actividade cerebral e quais as áreas do cérebro que eram activadas, consoante as imagens.

“Os mesmos circuitos envolvidos na percepção directa da dor, no nosso corpo, são estimulados enquanto observamos a dor nos outros. Esta resposta automática e primitiva quase não se verificou perante a observação da dor em indivíduos de grupos étnicos diferentes,” observa o coordenador do estudo Alessio Avenanti.

Por outro lado, as pessoas continuam a identificar-se quando a dor é provocada a alguém que não pertence a qualquer grupo racial estereotipado. Neste caso, demonstrado com uma mão de cor púrpura.

O coordenador do estudo, Alessio Avenanti, conclui assim que os indivíduos com fortes preconceitos raciais tendem a responder de forma fraca à dor das pessoas de outro grupo étnico, enquanto as pessoas com nível mínimo de preconceito racial tendem a reagir de forma semelhante à dor de pessoas do mesmo grupo étnico ou de outro.

A diferença de respostas tem um significado cultural associado.