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Ex-ditador argentino assume "responsabilidades" militares

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Ex-ditador argentino assume "responsabilidades" militares

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O ex-ditador argentino, Jorge Videla, assume a responsabilidade de todas as acções do exército durante a ditadura militar. 
 
Videla responde, num tribunal de Córdoba, pela execução de 32 presos políticos e pelo rapto e tortura de mais seis.
 
O julgamento decorre 25 anos depois de ter sido condenado à prisão perpétua, uma pena revogada cinco anos mais tarde pelo presidente da época.
 
Perante os juízes, o ex-ditador disse assumir totalmente as “responsabilidades militares das acções executadas pelo exército durante a guerra interior”. Videla desresponsabiliza todos os que eram seus subordinados e que “se limitaram a cumprir ordens”.
 
Videla é acusado de ter dirigido “um plano de extermínio de opositores” durante a ditadura que se estendeu de 1976 a 1983. No banco dos réus estão, ainda, 30 outras personalidades da ditadura.
 
O ex-presidente era uma figura moderada antes de liderar o golpe militar e dirigir a Argentina até 1981. Estes foram os anos mais repressivos do regime. 30 mil pessoas desapareceram, de acordo com as organizações de defesa dos direitos humanos.