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Parlamento Europeu limita bónus bancários

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Parlamento Europeu limita bónus bancários

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Nada será como antes da crise em relação aos bónus bancários. Os eurodeputados aprovaram uma directiva que fixa as novas regras. A partir de Janeiro, os traders e dirigentes bancários receberão em dinheiro apenas um terço do prémio. O restante fica bloqueado pelo menos três anos, podendo ser usado em caso de dificuldade do banco.

A socialista Arlene McCarthy, autora do texto, explica: “Para os maiores bónus haverá um limite máximo para um pagamento monetário de 20% e para os mais pequenos será de 30%. Com este texto, tentamos evitar que as pessoas partam com bónus de vários milhões, deixando para trás um banco numa situação financeira desastrosa, sem capital, e a precisar da ajuda dos contribuintes”.

A mensagem é forte. O texto foi aprovado com 625 votos a favor, 27 contra e 37 abstenções.

Foi, no entanto, adiado o voto sobre a supervisão financeira na Europa, na ausência de um acordo com os Estados membros.

O hemiciclo comunitário exige que as regras sejam restritivas e europeias, como defende Guy Verhofstadt, líder do grupo liberal: “O Parlamento Europeu quer que seja a autoridade de supervisão europeia a dizer a última palavra no dossiê dos mercados financeiros. A crise demonstrou que as instâncias nacionais não funcionam bem e que precisamos de uma autoridade a nível europeu”.

A bola está no campo do Conselho Europeu. A Bélgica quer um acordo até ao final do Verão, para que o modelo possa ser aplicado a apartir de Janeiro. Para tal, pretende pressionar o Reino Unido, que se opõe a um reforço das regras para o sector financeiro e os fundos especulativos, tendo em conta o peso da City.