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Bruxelas e Washington saúdam diplomacia espanhola em Cuba

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Bruxelas e Washington saúdam diplomacia espanhola em Cuba

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Miguel Angel Moratinos está de regresso a Madrid.
 
O ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros passou estes dias em Havana, onde se encontrou com o presidente cubano, Raul Castro, e o representante da igreja católica, cardeal Jaime Ortega, para discutir a situação dos dissidentes do regime comunista.
 
Os esforços da diplomacia espanhola levaram Cuba a aceitar libertar 52 prisioneiros, detidos durante a chamada “Primavera Negra”, em 2003.
 
O grupo “Damas de Branco”, que reúne mães e mulheres de dissidentes, foi apanhado de surpresa com a notícia.
 
“Estivemos à espera de alguma libertação durante dias, mas nunca pensei ver algo a dizer que dentro de dois ou três meses, todos os prisioneiros da Primavera Negra serão libertados”, diz Laura Pollan, do grupo opositor do regime cubano de Fidel e Raul Castro.
 
A libertação dos presos políticos é uma das condições impostas pelo dissidente Guillermo Fariñas para acabar com uma greve de fome que tem meses.
 
Cinco prisioneiros deverão ser soltos nos próximos dias e extraditados para Espanha. Seguem-se os restantes 47 nos próximos quatro meses.
 
Para a oposição o gesto do regime comunista está ainda longe de ser um sinal de mudança. Vários presos políticos afirmaram já que se recusam a abandonar a ilha.

Oswaldo Payá: “se Cuba liberta presos é apenas para poder extraditá-los”: http://pt.euronews.net/2010/07/08/oswaldo-paya-se-cuba-liberta-presos-e-apenas-para-poder-extradita-los/