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Cuba vai começar a extraditar prisioneiros políticos nos próximos dias


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Cuba vai começar a extraditar prisioneiros políticos nos próximos dias

Os esforços da diplomacia espanhola e da Igreja Católica levam Cuba a aceitar libertar 52 prisioneiros políticos.

Um gesto obtido após a maratona negocial de 48 horas do ministro dos negócios estrangeiros espanhol, através do qual o regime comunista espera restabelecer as relações com a União Europeia.

Miguel Angel Moratinos reuniu-se ontem com o presidente Raul Castro e com os responsáveis da igreja católica para falar de uma nova etapa em Cuba.

Cinco prisioneiros deverão ser libertados nos próximos dias e extraditados para Espanha, os restantes 47 deverão seguir-se nos próximos 3 meses.

“O responsável da diplomacia espanhola sublinhou que agora não há qualquer razão para que a União Europeia mantenha a chamada posição comum relativa a Cuba. Os meus colegas asseguraram-me que, se a questão dos prisioneiros for resolvida, os 27 abandonam a atitude crítica face ao regime. Eu espero que cumpram os compromissos. Muitos deles têm dúvidas e mostram-se cépticos”.

Desde Maio, que o regime aceitou discutir a situação dos 167 presos políticos do regime com a Igreja Católica.

Os presos a ser libertados integram o chamado grupo dos 75, detidos durante a “Primavera negra” de 2003.

Mas para a oposição o gesto do regime está ainda longe de ser um sinal de mudança. Vários presos políticos afirmaram já que se recusam a abandonar a ilha.

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