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UE pode flexibilizar bloqueio a Cuba após libertação de presos

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UE pode flexibilizar bloqueio a Cuba após libertação de presos

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A União Europeia saúda o anúncio da libertação de 52 prisioneiros políticos cubanos e pede a Havana “rapidez” no processo.

Depois da maratona negocial entre o presidente Raul Castro e o chefe da diplomacia espanhola, Miguel Angel Moratinos, mediada pela igreja católica, espera-se que cinco dissidentes sejam libertados já nos próximos dias.

Os restantes devem ser soltos, gradualmente, ao longo de quatro meses.

Moratinos diz que o avanço representa uma “nova era” em Cuba, mas pede à Europa para rever a Posição Comum com a ilha. Até ao momento, os 27 recusaram normalizar as relações com Havana, enquanto os direitos humanos continuarem desrespeitados.

O dissidente Oswaldo Payá mostra-se céptico em relação ao futuro.

“A Posição Comum diz que se devem respeitar os direitos humanos em Cuba. Caso contrário, as relações entre a Europa e Cuba nunca serão plenas e transparentes. A libertação dos prisioneiros deve ser acompanhada de liberdade de expressão e movimento. Hoje, os cubanos ainda não podem dizer o que pensam e querem. E a Europa não esquece essas injustiças”.

O dissidente Guillermo Fariñas decidiu dar a vida em nome da liberdade dos presos políticos doentes. Se Havana soltar os dez ou 12 homens mais enfermos, Fariñas poderá abandonar a greve de fome com mais de quatro meses.

Grupos de direitos humanos dizem que Cuba tem 167 presos políticos. Os 52 a serem libertados agora foram detidos durante a chamada “Primavera Negra”, em 2003.

A mudança de atitude do regime cubano apanhou de surpresa as “Damas de Branco”, um grupo de mães e mulheres de dissidentes.