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Bósnia continua em crise

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Bósnia continua em crise

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O conflito bósnio provocou mais de 200 mil mortos e de 2 milhões de refugiados.

Os acordos de Dayton, assinados em 1995, previam o direito ao regresso, mas muitas casas continuam destruídas.

Há um mês, as autoridades bósnias reclamaram 500 milhões de euros para poder realojar, em quatro anos, 150 mil candidatos ao regresso. Ironicamente, determinados habitantes da Bósnia-Herzegovina são refugiados dentro do próprio país.

Os acordos de Dayton dividiram o país em duas entidades: uma sérvia e outra croato-muçulmana. Uma divisão que originou migrações étnicas. Os habitantes não querem continuar numa zona que não é a deles.

No exterior da Bósnia-Herzegovina, há ainda 500 mil deslocados de guerra bósnios. Os mais velhos fugiram, enquanto os que partiram mais recentemente, na maioria jovens, foram à procura de uma vida melhor.

A economia bósnia está em crise. Em 2009, contraiu-se 3,2%, depois de em 2008 ter crescido 5,4%.

Em 2008, o PIB por habitante era dez vezes inferior à média europeia.

A taxa de desemprego ultrapassa os 40% e 14% da população vive no limiar da pobreza.

Os principais doadores são a União Europeia e os Estados Unidos, mas a crise mundial não ajuda.

No entanto, o principal problema resulta da situação política da Bósnia-Herzgovina, dirigida por uma presidência tripartida rotativa.

As obstruções e as práticas mafiosas por parte dos políticos de cada grupo étnico estrangulam a economia. A imagem da Bósnia é tão negativa que os investidores estrangeiros não correm o risco de se instalar no país.