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EUA e Rússia trocam espiões para resolver crise de relações

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EUA e Rússia trocam espiões para resolver crise de relações

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Estados Unidos e Rússia aceitaram uma troca de espiões para resolver a crise que esfriou as relações entre os dois países.

Os dez agentes secretos ao serviço do Kremlin detidos nos Estados Unidos no fim de Junho deverão ser extraditados nas próximas horas para a Rússia.

A decisão da Justiça norte-americana surge depois dos suspeitos se terem declarado culpados durante a audiência desta quinta-feira num tribunal de Nova Iorque.

Washington sublinhou que a detenção de Anna Chapman e dos outros nove alegados espiões não representava um interesse estratégico, indicando que a troca foi decidida por razões humanitárias e de “segurança nacional”.

Moscovo concordou libertar, por seu lado, quatro prisioneiros acusados de espionagem a favor dos Estados Unidos, entre os quais Igor Sutyagin, condenado em 2004 por passar informação à CIA.

Segundo o advogado de Sutyagin, o antigo perito de armas russo já estará em liberdade na capital austríaca, Viena.

Segundo uma fonte no Kremlin, o acordo foi possível graças ao “alto nível de confiança” entre os presidentes Dmitri Medvedev e Barack Obama, que fizeram do relançamento das relações entre os dois países uma prioridade.

O décimo primeiro suspeito do caso de espionagem nos Estados Unidos continua a monte. Christopher Metsos pôs-se em fuga depois de ter sido detido na ilha de Chipre e libertado sob fiança.