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Fariñas termina greve de fome

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Fariñas termina greve de fome

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O resistente cubano Guillermo Fariñas terminou a greve de fome que mantinha há 135 dias.

A decisão foi tomada, depois de anunciada a libertação, nos próximos meses, de 52 prisioneiros políticos. A greve de fome destinava-se a chamar a atenção para a situação dos presos de consciência, em Cuba.

A decisão de terminar com o protesto foi divulgada através de uma carta, escrita pelo próprio na cama que ocupa no Hospital Univertário de Santa Clara e lida por um familiar:

“Recomeçarei a minha greve de fome, se não se fizer o que está acordado. Se o acordo se cumprir, não haverá necessidade de continuar a greve de fome”.

Fariñas, jornalista, de 48 anos, estava internado desde Março.

A carta foi recebida com aplausos pelos familiares dos detidos, alguns, com a saúde extremamente debilitada.

Um deles, Orlando Zapata, também fez greve de fome, até à morte.

“Esta luta de Fariñas, em conjunto com Zapata, com a repressão que as damas de branco sofreram, fez com que o governo tirasse da prisão os membros das nossas famílias”, diz uma dama de branco.

A imprensa oficial já noticiou a libertação dos presos de consciência, graças à intermediação da Igreja Católica e à acção diplomática do ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha.

Miguel Angel Moratinos esteve em Havana e obteve de Raúl de Castro a garantia de que os detidos seriam libertados, podendo depois alguns deles seguir para Espanha.