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Europa: Onda de críticas à proposta sobre cultura dos OGM

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Europa: Onda de críticas à proposta sobre cultura dos OGM

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Está lançada a guerra dos OGM na Europa. A Comissão Europeia propôs reformar o sistema de autorização dos organismos geneticamente modificados OGM). Isto é, os Estados membros deixam de bloquear o processo, em troca, terão a liberdade para cultivar ou proibir a cultura.

A proposta terá de ser aprovada pelos Vinte e Sete e pelos eurodeputados.

Numa Europa dividida, o comissário europeu para a Saúde e os Consumidores, John Dalli, reconhece que as posições não vão mudar: “Não espero que os países mudem de posição de voto só porque pusemos na mesa estas considerações. Naturalmente, o que os países decidem diz respeito aos próprios países.”

As críticas não tardaram. O eurodeputado José Bové fala de “vigarice”, algumas organizações de armadilha. As críticas vêm mesmo de países que são favoráveis à cultura dos OGM, como a Espanha.

A Greenpeace, através de Stefanie Hundsdorfer, evoca a intenção secreta da Comissão de abrir a porta à entrada maciça de OGM: “A Greenpeace pensa que a proposta da Comissão Europeia é uma estratégia perigosa para autorizar mais culturas OGM na Europa. Em troca do direito nacional à interdição, a comissão pede aos Estados membros que deixem de criar problemas e permitam a autorização de OGM. O presidente Durão Barroso é pró-OGM e cozinhou esta proposta para contornar o bloqueio no sistema de autorização para as culturas OGM na Europa”.

Com a proposta, a Comissão cria uma confusão jurídica não só a nível europeu e, no final, cada país poderá ser atacado individualmente na Organização Mundial do Comércio.