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França: 2000 mulheres menos submissas publicamente

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França: 2000 mulheres menos submissas publicamente

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São apenas 2000 mulheres com burka, o véu integral … mas conseguiram atrair a atenção dos Media desde que o presidente Sarkozy anunciou que a indumentária não era bem vinda em França.

No famoso discurso no Palácio de Versailles, há um ano, Sarkozy defendeu esta política perante deputados e senadores:

“Não podemos aceitar no nosso país, mulheres prisioneiras por trás de uma rede, cortadas de toda a vida social, privadas de toda a identidade. Não é a ideia que que a República Francesa tem da dignidade da mulher”.

Ao lançar a ideia, Sarkozy coloca o estatuto da mulher no cenro do debate, para evitar que a religião seja colocada em causa.

No Parlamento, a ministra da Justiça, Michèlle Alliot-Marie explicou o objectivo da interdição da lei contra o véu integral.

“Queremos convencer as mulheres que usam o véu, por exemplo, a deixarem de usar por iniciativa própria. Também queremos obrigar, quem as obriga a mascarar o rostopela pela força, a respeitar as normas de convivência da República Frnacesa”.

Ísto é exactamente o que denuncia, há muito tempo, esta organização de defesa dos direitos das mulheres, Ni Putes ni Soumises. O grupo posicionou-se claramente pela interdição da burka.
A presidente explica porquê:

“Isto não tem nada a ver com o Islão, é um uso arcaico, retrógado em relação à mulher. Repetimo-lo perante as comissões e mesmo assim a questão foi usadas com perversidade misturando burka e Islão. Acho que isto também foi usado pela extrema-direita para criar a confusão na distinção entre fanáticos e muçulmanos”.

Em oposição aos que reivindicam a liberdade de expressão e de religião, há algumas mulheres absolutamente encobertas, mas também a Amnistia Internacional em França, que defende a defesa dos direitos do homem.