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Polanski não será extraditado

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Polanski não será extraditado

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A novela negra que envolveu o cineasta Roman Polanski parece ter chegado ao fim. Esta segunda-feira, a justiça suíça decidiu não o extraditar, como pretendiam os Estados Unidos.

A decisão foi anunciada pela ministra da Justiça e teve uma consequência imediata. Foram levantadas todas as medidas de segurança electrónica que atingiam o cineasta e o seu chalet de Gstaad.

O advogado, Herve Temime, diz que a decisão não podia ser diferente:

“O Sr. Polanski demonstrou sempre uma grande decência, grande dignidade, e permaneceu quase absolutamente silencioso. Mas além disso, passou por uma situação muito difícil”

Polanski é acusado de ter violado uma jovem norte-americana, de 13 anos, em 1977. Um crime que, nas ruas de Nova York, divide opiniões:

“Eu não concordo. Penso que devia ser extraditado para os Estados Unidos. Penso que o que ele fez é absolutamente abominável”.

Mas há também que defenda o perdão:

“Eu concordo. Penso que ele foi perdoado. Tudo o que se faça na vida privada, desde que tenha a aprovação das duas pessoas, está bem. Não penso que o Estado deva intervir, em coisas que as pessoas fazem na intimidade”.

A vítima, depois de atingida a maioridade, perdoou-o, mas a justiça não.

Os Estados Unidos pediram a sua prisão, o que veio a acontecer, na Suiça, a 26 de Setembro do ano passado.

Em Dezembro, passou ao regime de prisão domiciliária, mediante uma caução de 4,5 milhões de euros.

Pediram também a extradição, mas os documentos processuais requeridos nunca chegaram à Suiça.