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Dissidentes cubanos opõe-se a mudança de postura da UE

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Dissidentes cubanos opõe-se a mudança de postura da UE

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Os dissidentes libertados por Cuba e acolhidos por Espanha opõem-se à alteração da posição comum da União Europeia, que liga um eventual diálogo com Havana a progressos em matéria de direitos humanos.

Uma posição manifestada em conferência de imprensa em Madrid, na qual foi exigida a libertação dos restantes presos políticos.

O dissidente Ricardo González Alfonso defende que “se não são reféns, mantidos como moeda de troca para pressionar a União Europeia a mudar de posição, então que sejam libertados”.

A petição dirigida aos Vinte e Sete foi assinada por dez dos onze dissidentes que chegaram a semana passada a Espanha.

Em Cuba, as Damas de Branco – mães e mulheres de opositores detidos – manifestaram preocupação pelo estatuto dos prisioneiros libertados.

Laura Pollan diz que “não estão a sair [de Cuba] como presos políticos ou refugiados, por isso não têm a atenção dada a um refugiado. Em vez disso, são como imigrantes de qualquer outro país”.

França e Alemanha já manifestaram oposição a uma modificação da postura de Bruxelas face a Havana. O chefe da diplomacia espanhola, Miguel Angel Moratinos, que actuou como mediador com a Igreja e o governo cubano, tinha defendido a substituição da posição europeia em vigor desde 1996 por um acordo de cooperação com a ilha.