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Crise política serve de cenário à festa nacional da Bélgica

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Crise política serve de cenário à festa nacional da Bélgica

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Qual é o futuro da Bélgica? É ainda sem resposta e a braços com uma crise política que o país celebrou a festa nacional esta quarta-feira. A crise entre francófonos e flamengos ameaça a continuidade do país e o rei Alberto II aproveitou a data para pedir aos belgas que olhem para o futuro e preparem uma descentralização.

No tradicional discurso televisivo, o rei dos Belgas afirmou que “é necessário preparar as regiões para uma nova forma de vida comum, onde cada um se sinta bem, que permita resolver as questões que provocam divisões e que permita encontrar novos equilíbrios entre o federal e as entidades federais”, numa referência à Frandres, a Bruxelas e à Valónia.

Descentralizar: um projecto caro a Baart de Wever e aos independentistas flamengos do NVA, vencedores das legislativas de 13 de Junho.

Francófonos e flamengos continuam a negociar a formação do governo, enquanto a Bélgica assume a presidência semestral da União Europeia, graças ao executivo de Yves Leterme, que gere os assuntos correntes.

As duas comunidades linguísticas não se entendem e a prova disso são as novas matrículas europeias. Após longas negociações e para não ferir susceptibilidades, os belgas decidiram manter as matrículas com números vermelhos em fundo branco. O que muda é o tamanho e a quantidade de sinais: de seis passa-se a sete números e letras.