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Grito de frustração no final da conferência sobre a SIDA

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Grito de frustração no final da conferência sobre a SIDA

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Os dados e os tratamentos descobertos de nada servem se não houver dinheiro e vontade política… o grito de frustração dos cientistas marca o final da conferência sobre a SIDA, em Viena.

Os membros de várias organizações acusam mesmo os políticos de negligência, devido à falta de meios para tratar todas as pessoas infectadas.

A Sociedade Internacional da SIDA apresentou números: actualmente trata cinco milhões de pessoas, mas há dez milhões que não têm tratamento e vão morrer. O presidente Julio Montaner acrescentou: “Quando há uma emergência em Wall Street ou um derrame petrolífero são mobilizados rapidamente milhares de milhões de euros, mas ainda não tivemos a mesma mobilização quando precisamos de dinheiro para responder a uma crise sanitária mundial como a SIDA. As pessoas merecem uma resposta semelhante. Temos de nos recordar que 7500 pessoas foram infectadas hoje, ontem foram outras tantas e amanhã será um número igual”.

Actualmente, o vírus da SIDA infecta mais de 33 milhões de pessoas no Mundo, mas é na Europa que se regista a maior taxa mundial de progressão da epidemia. Na origem deste triste recorde está a ausência de políticas de prevenção e de tratamento, por exemplo, para os toxicodependentes em países da Europa de Leste, como Ucrânia, Moldávia, Estónia e Letónia.