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Teste de stress não convence alguns analistas

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Teste de stress não convence alguns analistas

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O facto de apenas sete dos 91 bancos analisados terem fracassado é visto por especialistas como sinal de uma possível falta de rigor no teste. Há quem acredite que, a verdadeira prova, está para vir. Até porque, no ano passado, os Estados Unidos fizeram teste semelhante em 19 bancos e dez reprovaram.

Fahd Rachidy, analista financeiro, afirma que “não muda nada porque temos sido aconselhados a ficar longe dos bancos e continuamos a fazê-lo depois do teste de stress. É triste ver que o objectivo deste teste tenha sido trazer credibilidade e transparência aos mercados e não conseguiram fazê-lo”.

Sete dos 91 bancos europeus submetidos a este teste falharam. Um grego, um alemão e cinco espanhóis. Segundo o teste essas instituições não são suficientemente fortes para aguentar outra recessão e têm necessidade de reforçar sua situação financeira.

A Alemanha garante que estão a ser tomadas as medidas necessárias. Oliver Roth, analista financeiro alemão, explica que o Estado já controla o Hypo Real Estate e que vai conseguir o dinheiro de que precisa através dos contribuintes. “Por outro lado, o facto de Espanha ter falhado não é nenhuma surpresa”, acrescenta.

Portugal passou no teste. As quatro principais entidades bancárias passaram com distinção. O BPI foi aquele que apresentou melhores resultados.

O Primeiro-ministro, José Sócrates, espera que estes resultados fortaleçam a confiança nos mercados financeiros e possam ajudar a assegurar melhores condições à economia portuguesa.

Os testes de stress têm como objectivo compreender e divulgar o estado real dos principais bancos na Europa, para trazer de volta a credibilidade aos mercados.