Última hora

Em leitura:

Sentença de "Duch" conhecida segunda-feira


Cambodja

Sentença de "Duch" conhecida segunda-feira

Algumas dezenas de pessoas reuniram-se naquele que é hoje o Museu do Genocídio, no Camboja, e que outrora albergou e foi uma câmara de tortura de presos políticos.

Uma cerimónia religiosa um dia antes de ser conhecido o veredicto do Tribunal Internacional ao julgamento de Kaing Guek Eav, o mais cruel dos torturadores.

Ele supervisionou, enquanto director do centro de detenção de Tuol Sleng, os interrogatórios e sessões de tortura de cerca de 15 mil pessoas.

Chum Mey, um dos sobreviventes desta era de terror diz que ficaria contente se ele fosse condenado a prisão perpétua, “seria uma espécie de alívio para os que resistiram”, acrescenta.

“Duch”, como era conhecido, é acusado de crimes de guerra e contra a humanidade, assassinato e tortura.

Ao longo de 77 audiências ouviram-se testemunhos marcantes sobre técnicas de tortura que aperfeiçoou nas várias prisões que dirigiu.

Dos cinco acusados apenas “Duch” admitiu a culpa e pediu perdão pelas atrocidades que cometeu sob ordens dos Khmers Vermelhos.

Apesar disso poderá ser o único a ser julgado. O tribunal debate-se com falta de fundos, já gastou cerca de 100 milhões de dólares, o Japão vai injectar mas 2 milhões e trezentos mil, e também pelo estado de saúde e idade avançada dos restantes arguidos.

Por outro lado, o testemunho dos acusados pode comprometer o actual primeiro-ministro.

Há pontos de vista diferentes para cada história: a Euronews conta com jornalistas do mundo inteiro para oferecer uma perspetiva local num contexto global. Conheça a atualidade tal como as outras línguas do nosso canal a apresentam.

Artigo seguinte

mundo

10o aniversário da queda do Concorde sem sentença dos tribunais