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UE aprova sanções mais duras contra o Irão

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UE aprova sanções mais duras contra o Irão

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Unidos contra o Irão. A União Europeia adoptou o maior pacote de sanções jamais imposto a um país. A decisão foi tomada pelos chefes da diplomacia, reunidos sob égide de Catherine Ashton, em Bruxelas.

O objectivo é obrigar o Irão a sentar-se à mesa para discutir o programa nuclear. O chefe da diplomacia alemã, Guido Westerwelle, afirma: “O Irão tem o direito de usar a energia nuclear para fins civis, mas tem também a obrigação de ser completamente transparente, porque o armamento nuclear do Irão é inaceitável. O facto da Europa se manter unida e falar a uma só voz terá certamente um efeito face à retórica iraniana”.

Antes da reunião, o regime iraniano afirmou estar pronto a negociar as modalidades sobre a troca de combustível nuclear, proposta pela Turquia e pelo Brasil, que Teerão tinha rejeitado de início.

Será que o Irão vai realmente negociar?

O analista Mark Fitzpatrick, do Instituto internacional de Estudos Estratégicos, defende: “O Irão já mostrou por várias vezes que tem capacidade para evitar as sanções mostrando que tem vontade de negociar e depois não se chega a lado nenhum. Bem, desta vez verá serem aplicadas sanções e, por isso, penso que o Irão terá maiores razões para se sentar à mesa das negociações e encontrar uma solução”.

Com este pacote de medidas, os europeus vão para além das sanções impostas pela ONU, em Junho. Os Vinte e Sete atacam o importante sector energético iraniano, com a proibição de transferência de tecnologia para tratamento de petróleo e gás, mas visam também o comércio e transporte de mercadorias, o tráfego aéreo e marítimo, passando pelo sector bancário e pelos vistos.