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EUA desdramatizam a maior fuga de informação da história militar

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EUA desdramatizam a maior fuga de informação da história militar

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Depois do choque inicial, Washington desdramatiza a maior fuga de informação da história militar americana.

No total 92 mil páginas de relatórios secretos sobre a guerra no Afeganistão foram divulgadas na plataforma digital Wikileaks.

A administração norte-americana está no encalço do ou dos autores da fuga. A prioridade é serenar os ânimos.

“As pessoas do Afeganistão e do Paquistão vão fazer aquilo que estão a fazer outros países como os Estados Unidos, ou seja, a contextualizar estes documentos. Estes relatórios abordam questões que são há muito conhecidas” refere o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Philip Crowley.

Os documentos revelam, por exemplo, que o Paquistão colaborava activamente com os talibãs, e que terá organizado uma rede extremista para lutar contra os soldados americanos.

Uma analista considera que os Estados Unidos e o Paquistão não têm outra alternativa senão colaborar:

“O que podem fazer? Os serviços secretos paquistaneses são os maus da fita, mas quais são as alternativas? Não se pode negociar com a Índia ou com o Irão. Por isso, não há outra opção” afirma Ayesha Siddiqa.

Os relatórios revelam que Teerão tem dado dinheiro, armas, treino e refúgio aos insurgentes que lutam no Afeganistão.

Ficou também a saber-se que os talibãs têm mísseis que foram fornecidos por Washington à resistência afegã, nos anos 80.