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França intensifica luta conta Al-Qaeda no Magrebe

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França intensifica luta conta Al-Qaeda no Magrebe

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A França assume a guerra contra a Al-Qaeda no Magrebe e vai intensificar a cooperação militar com os países da região. Paris lançou um ataque no Mali na quinta-feira para tentar resgatar Michel Germaneau. A operação foi mal sucedida e em seguida os terroristas anunciaram a execução do refém.

O primeiro-ministro, François Fillon, explicou esta terça-feira que a “França está em guerra contra a Al-Qaeda” e que há vários meses que é prestado apoio militar às forças da Mauritânia que combatem a Al-Qaeda no Magrebe. E concluiu, dizendo que Paris o faz porque a organização “é uma ameaça para ambos os países”.

Mas a cooperação na região não é a melhor. O raide francês com apoio das forças mauritanas foi realizado no Mali à revelia das autoridades deste país. O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Bernard Kouchner, foi despachado para a região para tentar remediar os danos diplomáticos com o Mali. O país é visto como o elo fraco na luta contra a Al-Qaeda no Magrebe, um grupo de quatro centenas de combatentes e que tem como campo de batalha o deserto que junta a Mauritânia, o Mali, a Argélia e o Níger.

A França, antiga potência colonial na região, e os Estados Unidos têm providenciado treino e armamento aos diferentes países da região. Mas a desconfiança entre as capitais impede uma maior cooperação, nomeadamente, partilha de informação.

Paris decidiu, entretanto, elevar o nível de alerta do plano nacional de luta antiterrorista