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Oposição dos islandeses marca início das negociações de adesão à UE

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Oposição dos islandeses marca início das negociações de adesão à UE

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A hostilidade dos islandeses marca o início oficial das negociações de adesão da Islândia à União Europeia (UE). As sondagens mostram que a maioria (60%) dos islandeses é contra a adesão.

A Islândia apresentou a candidatura em Julho de 2009, na sequência da grave crise financeira. A União foi vista como a bóia de salvação, mas a tendência inverteu-se. A hostilidade preocupa os europeus, pois a adesão terá de ser referendada.

A partir desta terça-feira estão na mesa das negociações 35 capítulos. A Islândia, com 320 mil habitantes, já integra o Espaço Schengen e o Espaço Económico europeu. Já se alinhou, por isso, com muitas regras europeias, mas há dossiês que vão ser difíceis, entre eles, a pesca e a caça à baleia, proibida na União.

Em 2006, a Islândia pôs fim a uma moratória com 17 anos, considerando que a caça à baleia faz parte da cultura do país. Além disso, Reykjavik não quer abrir as suas águas às frotas europeias e à pesca intensiva. O país tem uma política de pesca baseada na gestão sustentável dos recursos marítimos e o sector representa 60% das exportações.

Há depois um outro dossiê complicado. A falência, há dois anos, do banco Icesave. Reino Unido e Holanda não bloquearam o início das negociações de adesão, mas continuam a exigir o reembolso de quase quatro mil milhões de euros aos seus cidadãos lesados. Os islandeses rejeitaram, num referendo, o plano de reembolso e deste então as discussões entre os três países estão bloqueadas.

As negociações de adesão deverão demorar 18 meses, tudo depende das cedências que Reykjavik está pronta a fazer.