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Presidente americano relativiza fuga de informação

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Presidente americano relativiza fuga de informação

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O presidente Obama tentou relativizar o impacto da informação publicada no site WikiLeaks mas não deixou de se mostrar preocupado com as consequências.

Uma declaração efectuada horas antes do Congresso americano aprovar um aumento do financiamento do esforço de guerra no Afeganistão.

“Apesar de estar preocupado com a divulgação de informação sensível do campo de batalha que pode eventualmente prejudicar indivíduos ou as operações no terreno, a verdade é que estes documentos não revelam nada que não tenha sido já introduzido no debate público sobre a guerra no Afeganistão.”

Os cerca de 91.000 relatórios classificados que vieram a público revelam que as tropas ocidentais mataram centenas de civis afegãos em incidentes não relatados. Outro ponto polémico desvendado pelos documentos é a colaboração entre elementos dos serviços secretos paquistaneses e a guerrilha talibã. As autoridades de Cabul há muito que acusam Islamabad de interferência nos assuntos internos.

O Conselheiro para a Segurança Nacional apontou o dedo Washington por levar a cabo uma política contraditória.

“O povo afegão não encontra justificação para que se possa dar a um país onze mil milhões de dólares para a sua reconstrução e para fortalecer a sua segurança e no final essas forças acabem a treinar terroristas.”

O governo de Cabul não mencionou o nome do Paquistão na sua reacção mas a mensagem era-lhe endereçada. Para o conselheiro do presidente afegão os apoiantes dos talibãs deveriam ser castigados e não tratados como aliados.