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Tauromaquia: Prolonga-se o debate entre prós e contras

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Tauromaquia: Prolonga-se o debate entre prós e contras

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Se, para muitos, a proibição das corridas na Catalunha é o início da estocada fatal na tauromaquia, para muitos outros foi apenas um par de bandarilhas.

Praticada em três países da União Europeia – Portugal, Espanha e França – e vários outros países nas Américas, a tauromaquia tem ganho detractores nos últimos anos, mas continua a ter muitos seguidores, que esgotam as praças.

Diz o matador José Calvo: “É preciso dar o devido valor ao facto de um homem ser capaz de enfrentar um touro e criar arte. É esse o verdadeiro valor da festa”.

Contra os argumentos de que a Catalunha é uma região anti-taurina, a escola de toureio de Barcelona continua a funcionar – mas está agora ameaçada.

Para Fernando Garcia, professor nesta escola, esta é uma questão filosófica: “As pessoas estão a afastar-se de uma verdade indiscutível, que é a vida e a morte. Isso é algo que nos acompanha sempre. As pessoas querem ocultar a morte, mas isso não faz sentido”.

O sofrimento do animal é o principal argumento contra a tourada. Os meios tauromáquicos contra-argumentam com a vida livre e saudável que vivem os touros criados nas ganadarias, ao contrário do gado destinado à indústria alimentar.

O debate entre anti-taurinos e aficionados promete continuar, para além da Catalunha…