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Mãe infanticida sujeita-se a uma pena de prisão perpétua

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Mãe infanticida sujeita-se a uma pena de prisão perpétua

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Dominique Cottrez, que confessou ter assassinado oito filhos recém-nascidos, foi acusada de “homicídio voluntário de crianças menores de 15 anos”, e vai continuar detida.

O marido, Pierre Cottrez, foi libertado e está sujeito a apresentações periódicas às autoridades.

A mãe das crianças, tem 47 anos, é auxiliar de enfermagem e sujeita-se a uma pena máxima de prisão perpétua.

A pequena localidade de Villers-au-Tertre, está chocada e uma pergunta persiste. Porque aconteceu isto?

O ginecologista, Israel Nisand, tenta dar uma explicação:
“Quando uma mulher não tem consciência de que está grávida, a gravidez desenvolve-se por si, corrige a silhueta e o útero não fica proeminente. Passa despercebida não só à mulher mas também aos médicos e ao marido.”

Dominique Cottrez está a ser alvo de testes psicológicos para saber se pode ser imputável criminalmente, e também para se perceber o que a levou a fazer isto.

O psiquiatra Pierre Lévy-Soussan intenta uma hipótese:
“Até um conflito inconsciente está presente no recalcamento. A pessoa está condenada a repetir o acto. Para ela não tem sentido, o sentido que lhe damos, por isso depois do acto ela irá repeti-lo.”

O padre da vila colocou oito velas na porta da casa onde o casal morava. O portão foi tapado com cobertores, pela polícia, para preservar as investigações.

Este é o maior caso de infanticídio múltiplo de recém-nascidos em França.