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Cheias: Paquistaneses criticam acção do governo

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Cheias: Paquistaneses criticam acção do governo

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Aumenta o descontentamento contra o governo entre as populações afectadas pelas cheias no noroeste do Paquistão. O balanço aponta já para mais de 1200 mortos. Há um milhão e meios de sinistrados, que sobrevivem entre corpos em decomposição e em campos improvisados nas estradas e linhas de caminho-de-ferro. Dizem que falta comida, água potável e medicamentos e que há centenas de pessoas com infecções cutâneas, diarreia e febre.

Um paquistanês explica que as águas levaram tudo. As barragens foram abertas e a corrente arrastou as casas. Diz que há 20 mil casas, mesquitas e escolas destruídas.

Depois de meses de guerra entre o exército e os islamitas radicais, o Vale de Swat enfrenta agora as piores cheias em quase um século. Nowshera e Dir são algumas das zonas mais afectadas. As vias de comunicação estão destruídas e há localidades ainda isoladas, impedindo um balanço claro das inundações.

Segundo as autoridades, os 30 mil soldados mobilizados na região já conseguiram resgatar mais de 19 mil pessoas, mas também eles têm dificuldades e as bases estão inundadas.

Um aldeão explica que tudo o que lhe resta são umas sementes molhadas, que tenta salvar, secando-as. Garante que está à mercê de Deus e das sementes molhadas.

O governo tenta distribuir comida e tendas mas até agora mostrou-se ineficaz. Além disso as condições meteorológicas para os próximos dias não vão ajudar.