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Cuba (aparentemente) livre

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Cuba (aparentemente) livre

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Face a uma economia bloqueada, Cuba é obrigada a readaptar os modelos socio-económicos. Por isso o governo vai autorizar, pouco a pouco a abertura de alguns negócios privados, interditos até agora. Não podemos ainda falar de reformas mas apenas de actualização do modelo económico cubano, como sublinhou o ministro da Economia.

Em Cuba, praticamente toda a população trabalha para o Estado, que controla 90 por cento da Economia.

Mas, dentro de cinco anos, o governo terá suprimido um milhão de empregos. Daí a necessidade de autorizar as pessoas a criar pequenas e médias empresas.

Raul Castro já o anunciou:
“O Conselho de Ministros concordou em permitir o auto-emprego como alternativa para milhares de trabalhadores em excesso, eliminando diversas proibições para garantir as licenças”.

Numa população de 11 milhões de habitantes, cerca de 143 800 trabalham por conta própria. Mas há muita gente a trabalhar no mercado negro.

A privatização do pequeno comércio começou há três semanas com as autorizações de abertura de cabeleireiros e de taxis privados na capital. Mas desconhece-se até onde vai o levantamento.

O turismo vai mal: em 2009 as visitas de estrangeiros progrediram 3 por cento, mas os rendimentos do sector caíram 10 por cento.

Assim, num verdadeiro golpe de mágica, Havana anunciou o projecto de construção de 16 campos de golfe e de residências de luxo para estrangeiros. Medida também aprovada em Conselho de Ministros.