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Paquistão teme vaga de cólera

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Paquistão teme vaga de cólera

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Atingido pelas piores inundações em 80 anos, o Paquistão teme uma vaga epidémica.

Há médicos a trabalhar em espaços improvisados, com condições precárias. Devido às águas, onde abundam corpos em decomposição, muitos têm febre e tosse e teme-se pela propagação de cólera.

As autoridades tentam distribuir bens alimentares, com a ajuda do Exército, mas o auxílio tarda a chegar, principalmente em áreas de difícil acesso.

O Comité Internacional da Cruz Vermelha diz que as cheias já afectaram cerca de 2,5 milhões de pessoas, no noroeste do país.

O número de desaparecidos é incalculável. Como muitas partes do país ainda estão sem acesso, o governo teme que as estatísticas piorem à medida que forem surgindo novas informações. As vítimas mortais já são mais de mil.

Depois de meses de guerra entre o exército e os islamitas radicais, o Vale de Swat enfrenta agora as piores cheias em quase um século. Nowshera e Dir são algumas das zonas mais afectadas.

Entre a população cresce o descontentamento. Queixam-se que as ajudas pecam por tardias, à medida que as promessas da comunidade internacional aumentam.

O governo norte-americano diz que vai enviar um envelope de dez milhões de dólares, helicópteros, barcos.

Também vítima das inundações, a China prometeu uma ajuda de 1,5 milhões de dólares. A Comissão Europeia desbloqueou 30 milhões.