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Rússia: Incêndios mataram 48 pessoas

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Rússia: Incêndios mataram 48 pessoas

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Um inferno sem fim na Rússia. Moscovo acordou hoje com uma atmosfera irrespirável. Com os incêndios e a canícula, os índices de poluição batem recordes. A visibilidade é reduzida, mas os aeroportos funcionam normalmente.

Entretanto, as autoridades reviram em alta o número de mortos. São já quarenta e oito.

Os corpos foram encontrados em algumas das centenas de aldeias devoradas. Kadanok, a 150 quilómetros de Moscovo, é uma delas e uma habitante conta: “Ficamos em casa até ao último minuto. Só fugimos quando as chamas entraram na aldeia. Não tiramos nada. Com apenas um camião dos bombeiros o que é se pode fazer? Deviam tê-los controlado no início. Está tudo a arder. Não sei até quando é que vai continuar. As árvores estão a cair, à medida que as raízes ardem”.

Uma das situações mais complicadas vive-se nos arredores de Sarov, a mais de 400 quilómetros da capital. As chamas ameaçam uma central nuclear.

O presidente Dimitri Medvedev declarou o estado de emergência em sete das regiões mais afectadas e aceitou a ajuda e meios aéreos da Ucrânia e do Azerbaijão.

No terreno estão 180 mil bombeiros e socorristas, cinco mil soldados e três mil polícias, aos quais se juntam os habitantes desejosos de salvar os bens. Só ontem foram registados 300 novos incêndios e a Rússia não poderá contar, pelo menos por agora, com uma pequena ajuda da meteorologia.