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Centenas de incêndios na Rússia

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Centenas de incêndios na Rússia

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Para além do combate aos incêndios, a limpeza da floresta na área das centrais nucleares ameaçadas pelas chamas é uma prioridade na Rússia.

Equipas de bombeiros e soldados tentam limpar os terrenos abandonados há vários anos. Um engenheiro envolvido nas operações diz que “quando as autoridades decidiram há quatro anos acabar com o serviço de protecção das florestas foi como se pusessem minas no subsolo”.

As críticas vêm também das associações ambientalistas, que acusam as autoridades de Moscovo de negligenciar o problema desde a era soviética.

Segundo o governo, os materiais explosivos e radioactivos do centro nuclear de Sarov, a 500 quilómetros da capital, foram evacuados e a central nuclear de Voronej deixou de estar ameaçada pelas chamas.

Neste momento lavram mais de 500 incêndios na região centro e sudoeste do país. Moscovo está há uma semana sob uma intensa nuvem de fumo, com níveis de poluição cinco vezes superior ao normal.

Muitos moscovitas recorrem a máscaras para poderem circular nas ruas. Em casa, como conta um cidadão, à falta de melhores meios, alguns recorrem aos métodos usados pelas avós. “Como não temos ar condicionado, colocamos panos molhados nas janelas. É muito difícil, mas estamos a enfrentar o problema”.

Desde o início de Julho, a Rússia enfrenta uma canícula e uma seca sem precedentes. Com a multiplicação dos incêndios aumentou fortemente o nível de concentração de monóxido de carbono na atmosfera da capital. O vento transporta este ar irrespirável até mesmo aos corredores do metro.