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Rússia: incêndios já mataram 50 pessoas


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Rússia: incêndios já mataram 50 pessoas

Moscovo voltou a acordar esta manhã sob uma intensa nuvem de fumo.

Os fogos que assolam a Rússia desde há um mês já mataram 50 pessoas e devastaram milhares de hectares de floresta. As chamas estendem-se por cerca de dois mil quilómetros quadrados, em mais de 500 focos de incêndio.

Na capital, onde o ar é irrespirável não se poupam críticas à acção do governo:

“O ministro para a Situações de Emergência sozinho não pode resolver um problema como este. Todos estamos a sofrer por causa da falta de acção das autoridades. Porque eles estão mais preocupados consigo próprios do que com o país e as pessoas”, diz um moscovita.

Outro afirma:“Em casa estamos a utilizar os métodos das nossas avós. Como não temos ar condicionado colocamos panos molhados nas janelas. É muito difícil, mas estamos a enfrentar o problema”.

O presidente Dmitry Medvedev pediu ontem ao Conselho de Segurança russo que proteja todas as instalações estratégicas do país. Os materiais explosivos e radioactivos da central nuclear de Sarov, ameaçada pelas chamas há vários dias, já foram retirados.

O primeiro-ministro, Vladimir Putin, tem acorrido a diversas regiões do país para encorajar as equipas no terreno. Estimam-se em cerca de 170 mil, as pessoas envolvidas no combate à chamas.

Este é o pior Verão que a Rússia está a viver desde o principio dos anos 70. O estado de emergência foi decretado em sete regiões do país. As temperaturas ultrapassam os 38 graus centígrados. Em diversas regiões, os crentes rezam para que a chuva volte.

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