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Geórgia: deslocados ainda não regressaram a casa

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Geórgia: deslocados ainda não regressaram a casa

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Dois anos após o conflito entre a Geórgia e a Rússia milhares de deslocados ainda não regressaram às suas casas.

Na origem do conflito esteve a região separatista da Ossétia do Sul.

A guerra, que durou cinco dias, deixou marcas profundas na região. Após anos de tensões crescentes, a Rússia acabaria por esmagar a ofensiva da Geórgia contra forças rebeldes da região separatista.

“Para onde é que os deslocados podem regressar? A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, não conseguiu entrar, as Nações Unidas também não, nem o Conselho da Europa. Como é que podemos falar em regresso? A Rússia devia ser forçada a retirar as suas forças e só depois é que podemos falar em regresso e reconstrução”, afirmou um engenheiro georgiano que residia na Ossétia do Sul.

Após o conflito, as regiões da Ossétia do Sul e da Abecázia foram reconhecidas como independentes por Moscovo. A organização humanitária, Amnistia Internacional, estima que o conflito criou 154 mil deslocados internos na Geórgia.

Na Ossétia do Sul, o regresso dos deslocados não é visto com bons olhos.

“Não! Deus me livre. Não, não, não. Não queremos ver os Georgianos”, dizia uma residente em Tskhinvali, na Ossétia do Sul.

“Este presidente não presta. Quanto aos georgianos não havia problema. Vivíamos lado a lado. Eram meus clientes e eu vendia-lhes coisas”, afirmou outra residente.

O conflito de 2008 causou a maior divergência entre Moscovo e o Ocidente desde a queda da União Soviética em 1991.