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Cheias destroem a Europa Central

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Cheias destroem a Europa Central

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Na Europa Central, as cheias deixaram um mar de destruição e morte. No sudoeste da Polónia, mais de metade da cidade de Bogotynia, com 18 mil habitantes, está destruída e o acesso faz-se apenas através da Alemanha ou da República Checa. Esta segunda-feira havia ainda 1200 casas sem electricidade.

Registam-se pelo menos três mortos e há milhares de euros de danos. O nível do rio Neisse começou a baixar e ameaça agora as cidades a norte, ao longo da fronteira polaco-alemã.

Destruição também na República Checa. Na região da Boémia há quatro mortos e três pessoas continuam desaparecidas. As autoridades estimam que as cheias provocaram mais de 120 milhões de euros de prejuízos.

Um habitante de Raspenava explica que tem 64 anos e que é a primeira vez que as águas destruíram a estrada.

Há centenas de casas sem electricidade, gás ou água potável e as autoridades não sabem quando será restabelecido o abastecimento. O governo reuniu-se de emergência para desbloquear a ajuda financeira e evocar a eventual mobilização do exército.

No Leste da Alemanha, na região de Goerlitz, as cheias ameaçaram, no fim-de-semana, alguns locais classificados pela UNESCO e mataram três pessoas. O nível do rio Neisse chegou a atingir sete metros.

Um habitante de Hagenwerder queixa-se: “Não nos deram nada para comer ou beber. Aparentemente a água está contaminada, porque as estações de tratamento foram inundadas. Não vi muita ajuda”.

O nível da água já começou a baixar, mas os Estados da Saxónia e de Brandeburgo mantém o sistema de alerta, pois está prevista mais chuva intensa para os próximos dias.