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As cheias no Paquistão provocaram uma crise pior do que a do Tsunami em 2004. A constatação é feita por um responsável da ONU, numa altura em que as autoridades contam 15 milhões de pessoas afectadas no Vale de Swat, no noroeste, no Penjab, no centro, e Sindh, no sul.

As Nações Unidas e o governo paquistanês deixam um novo apelo para o reforço da ajuda internacional e garantem que é muito urgente.

Já se registam 1600 mortos. Uma tragédia vivida de perto por uma família de Nowshera. Shams ul Qamar viu as águas arrastarem um filho pequeno, uma cunhada e um sobrinho. Conta que encontrou o corpo do filho três dias depois, a cerca de um quilómetro de casa. Um vizinho que ajudava nas buscas nas margens chamou-o e disse-lhe “olha, parece um pé de uma pessoa’. Quando se aproximou, diz, reconheceu o corpo do filho pelo pé.

Segundo o Programa Alimentar Mundial, pelo menos quatro milhões de pessoas vão precisar de alimentos nos próximos meses.

Há ainda dezenas de zonas isoladas pelas águas no noroeste do Paquistão, enquanto o exército procura evacuar aldeias na região de Sindh, mas alguns habitantes mostram-se reticentes em partir.

As chuvas afectam também a Índia.

Na região de Ladakh, nos Himalaias, registam-se já 150 mortos, mas há centenas de pessoas desaparecidas. As águas arrastaram casas, estradas, pontes e linhas eléctricas.

Milhares de soldados e polícias participam nas operações de socorro e conseguiram resgatar mais de uma centena de turistas no vale de Zanskar.

Também uma menina de dois anos foi resgatada com vida. A mãe não tinha conseguido mantê-la nos braços quando fugiam da enchente. A bébé foi encontrada, no dia seguinte, desmaiada. Sofria de hipotermia e ferimentos na cara. Agora, no hospital de Leh, é chamada “bebé milagre”.

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