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Presidente do Ruanda vai a votos debaixo de críticas dos exilados

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Presidente do Ruanda vai a votos debaixo de críticas dos exilados

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Para os apoiantes, Paul Kagame é um líder visionário. Para os adversários é um ditador que bloqueia a imprensa e a oposição no Ruanda.
Paul Kagame tinha apenas 36 anos quando chegou ao poder. Vinha do Uganda, com o apoio da Frente Patriótica ruandesa, que expulsou os genocidas hutus e o governo provisório.
Em 100 dias tinham sido brutalmente assassinadas 800 mil pessoas, com a total abstracção da comunidade internacional.

16 anos depois, o balanço é positivo. Graças ao apoio internacional, assegurou um desenvolvimento económico rápido assente nos serviços, nas novas tecnologias e na modernização da agricultura. O Ruanda está na mira dos investidores.

Os investimentos directos no Ruanda passaram de 32 milhões de dólares, em 2003, para mais de 540 milhões em 2009.

No entanto, opositores e críticos do regime denunciam a dissimulação de um regime repressivo e autoritário. Um jornalista independente e um opositor terão sido mortos nas últimas semanas. Kigali desmentiu qualquer envolvimentos nestas mortes.

O chefe de Estado convocou os Media e acusou os jornalistas estrangeiros de repetirem críticas vindas de fora.

Paul Kagame : “Não quero que continuem a insinuar que há uma crise de democracia aqui no Ruanda. A minha responsabilidade é salientar isso e assegurar que os ruandeses decidem por si próprios e não por alguém na Bélgica ou em qualquer outro lado, decido por vocês que nós decidimos por nós mesmos”.

Muitos políticos da oposição preferiram deixar o país. Faustin Twagiramungi, antigo primeiro-ministro vive na Bélgica: “O Ocidente está ao corrente desta ditadura do senhor Kagame, que está ha 16 anos no poder. Mata e envia para a prisão pessoas como o antigo presidente Bizimungu. Expulsa-nos, continua a matar … e ninguém abre a boca. “

Por explicar ficam as perseguições e as mortes de cariz político As manifestações em Bruxelas, prosseguem.