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Incêndios devastaram zonas radioactivas na Rússia

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Incêndios devastaram zonas radioactivas na Rússia

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Os incêndios na Rússia devastaram quase quatro mil hectares de zonas radioactivas, entre elas áreas afectadas pela catástrofe de Chernobyl. As autoridades confirmam assim os receios expressos na semana passada. Entre as zonas atingidas está a região de Briansk, na fronteira com a Bielorrússia e a Ucrânia, assim como Kalouga e Toula, a 200 quilómetros a sul e sudoeste de Moscovo, e Tcheliabinsk, nos Urais.

O combate aos incêndios esse continua. Há 600 incêndios activos e as populações fazem o que podem enquanto esperam por ajuda.

Um jovem explica que patrulham os arredores da floresta e apagam os fogos que vêem, mas no interior há fogos que é impossível extinguir.

Nas últimas 24 horas, a Rússia conseguiu reduzir para 92 mil o número de hectares em chamas. Ontem, eram mais de 170 mil. No terreno estão quase 170 mil pessoas e 42 aviões, mas os meios não chegam.

No terreno, os habitantes fazem o que podem. Yelena Ryabova é uma delas. Assumiu a liderança da aldeia de Petrushino e transformou mais de cem famílias em bombeiros. Lutaram dez dias, até que chegaram os soldados. Agora explica: “Não temos máquinas suficientes para combater os fogos. Não é suficiente. Enviamos pedidos para todo o lado, mas não conseguimos nada”.

Moscovo acordou hoje com um céu mais limpo, graças ao vento, à pequena descida das temperaturas e a algumas gotas de chuva. Mas é temporário. A nuvem de fumo pode regressar já amanhã.