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Jejum começou para milhões de muçulmanos

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Jejum começou para milhões de muçulmanos

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O Ramadão começou esta quarta-feira para grande parte de muçulmanos de todo o mundo.

Nos países ocidentais, como em França, os supermercados aproveitam para lançar campanhas promocionais em carne halal, frutos secos e noutros produtos habituais na dieta muçulmana, que por esta ocasião são degustados à noite e em reunião, segundo a tradição.

Durante este período os fiéis devem abster-se de comer, beber, fumar e ter relações sexuais, entre o nascer e o pôr-do-sol. O objectivo é reforçar a espiritualidade com uma prática que permite perceber o que é passar por privações.

Mas nem todos podem jejuar, por questões de saúde ou profissionais, como um cirurgião em Cannes.

Marouane Bouloudhine diz que “se jejuasse ficaria com menos precisão, em baixo de forma, algo que não pode aceitar”. Bouludhine rejeita a ideia de que se é menos muçulmano por não seguir à risca os rituais. “Ou somos muçulmanos ou não”, defende.

Consoante as regiões, a prática é mais ou menos levada a sério. Por exemplo, na Indonésia, o país com a maior população muçulmana do mundo, 5 mil voluntários da Frente de Defesa do Islão vão vigiar bares para que não abram as portas durante as noites.

O Ramadão, que corresponde ao nono mês lunar do ano islâmico, recorda a revelação do Corão ao profeta Maomé pelo arcanjo Gabriel.