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10 anos depois, explosão do Kursk continua a ser um mistério

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10 anos depois, explosão do Kursk continua a ser um mistério

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Dez anos depois do afundamento do submarino nuclear russo Kursk, os peritos reconhecem não estarem ainda esclarecidas as causas do seu afundamento, que provocou a morte de 118 tripulantes.

A catástrofe ocorreu no dia 12 de Agosto de 2000 no Mar de Barents durante manobras navais.

Vítima por uma explosão ainda não explicada no compartimento dos mísseis, à proa, o Kursk levou consigo para a morte os 118 tripulantes, embora 23 tenham conseguido sobreviver à explosão.

A Rússia, no entanto, recusou todas as ofertas de ajuda estrangeira para os salvar nas horas seguintes, em que se mantiveram â tona de bolsas de ar, o que levou a que acabassem por morrer por asfixia ou afogamento.

Quando, finalmente, o Kremlin aceitou a ajuda norueguesa e americana ja era tarde. O Kursk foi retirado das águas geladas do Ártico .
Os corpos das vítimas levaram anos para ser totalmente recuperados. O último funeral de militares mortos foi realizado apenas em 23 de Março de 2002. Dos 118 tripulantes, 115 tiveram seus corpos identificados e outros três foram considerados irrecuperáveis.

Vladimir Putin, eleito três meses antes da catástrofe, apareceu publicamente a dizer que nao havia mais nada a fazer do que chorar, pois era difícil escolher as palavras.

A revolta das famílias foi silenciada com brutalidade e eficiência.

Agora, acalmados os ânimos, as homenagens são sentidas.
As cerimónias fúnebres decorrem em todas as unidades da Marinha de Guerra da Rússia, e também em várias cidades da Rússia, Bielorússia e Ucrânia.

“Mas causa da explosão do torpedo que causou o afundamento do submarino nuclear Kursk continua por explicar”, confirma Igor Kudrin, capitão de mar e guerra, presidente do Clube de Tripulantes de Submarinos de São Petersburgo.