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Incêndio aproxima-se de Tchernobil

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Incêndio aproxima-se de Tchernobil

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Na Ucrânia, o fogo está a 60 quilómetros da central nuclear de Tchernobil. As autoridades procuram ser optimistas e asseguram que o incêndio, iniciado na localidade de Sosnivka na segunda-feira, poderá ser apagado nas próximas horas. Mas a situação é acompanhada com preocupação.

A zona de segurança em redor da central de Tchernobil ocupa um raio de 30 quilómetros e está repleta dos veículos e materiais usados na catástrofe nuclear de 1986. Todos temem a propagação de partículas radioactivas.

Na Rússia já arderam quase quatro mil hectares de áreas radioactivas e as chamas continuam a avançar. No total, há incêndios em 17 regiões russas, mas uma das piores situações vive-se perto da central nuclear de Sarov. As chamas estão incontroláveis a 50 quilómetros das instalações.

Os peritos russos e europeus minimizam os riscos para a saúde humana pelo facto das partículas radioactivas serem repostas na atmosfera. O problema, dizem, é a propagação da contaminação para áreas que não estavam contaminadas.

O director do Instituto Florestal, Andrei Sirin, sublinha que “obviamente, essas regiões exigem uma atenção especial em termos de protecção das florestas, face ao risco de radioactividade nas nuvens de fumo, com a combustão, e de dispersão para uma área mais alargada”.

A Rússia combate mais de 600 incêndios. No terreno estão quase 170 mil pessoas e quarenta aviões. Mas os meios não chegam e as críticas ao governo aumentam.