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Irão: Advogado de Ashtiani diz que ela foi pressionada a confessar

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Irão: Advogado de Ashtiani diz que ela foi pressionada a confessar

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A iraniana condenada à morte por lapidação confessou ter sido cúmplice do homicídio do marido. O advogado fala numa manipulação da televisão do regime.

De rosto coberto, Sakineh Mohammadi Ashtiani, reconheceu ter tido uma relação extraconjugal com outro homem, que terá assassinado o marido. Criticou, ainda, o advogado por ter divulgado o caso a nível internacional.

Mohammad Mostafaei – o advogado que se refugiou na Noruega para fugir à prisão – diz que é habitual a televisão iraniana difundir mentiras e que a sua cliente pode ter sido pressionada. No entanto, teme que o regime tenha agora o pretexto para avançar com a execução.

Em 2006, o regime condenou Ashtiani por adultério após a morte do marido, dando-lhe um castigo em chibatadas. Mais tarde, a acusação foi alterada para assassínio e a mulher foi condenada à lapidação. Depois de muita pressão internacional, o veredicto foi suspenso e está agora a ser reavaliado. A Amnistia Internacional teme que Ashtiani seja executada em breve.