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"Salas de chuto" dividem maioria parlamentar francesa

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"Salas de chuto" dividem maioria parlamentar francesa

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Está aberta a controvérsia no seio da maioria parlamentar francesa sobre a abertura de salas de injecção assistida.
As salas de salas de injecção assistida, ou “salas de chuto” já existem em nove países da União Europeia, incluindo Portugal.

Em França, a Ministra da Saúde, Roselyne Bachelot, propôs ao Senado no dia 19 de Julho que fosse estudada a hipótese de abrir salas de injecção assistida: “Um estudo recente confirma que os centros de consumo vigiado, onde os toxicómanos de drogas duras podem ir, têm interesse porque assim evita-se a contaminação pelos vírus da hepatite C ou da SIDA

Mas, se Gérard Larcher, o presidente do Senado, acolheu com agrado a proposta que Bachelot pôs em cima da mesa, já François Fillon, o Primeiro-ministro, rejeitou liminarmente a ideia.

Na Suíça, as salas de chuto são tidas como uma mais-valia, como refere um assistente social:“Aqui eles podem criar entre ele um tecido social. Contam-nos os seus problemas e pedem-nos conselhos.”

Apesar da rejeição do Primeiro-ministro, o presidente do Senado, insiste que o assunto deve ser devidamente discutido no âmbito de uma comissão parlamentar a criar para o efeito.