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Paquistão: comida não chega a seis milhões

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Paquistão: comida não chega a seis milhões

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Seis milhões de pessoas continuam à espera de comida e de água potável no Paquistão.

A estimativa é feita pela ONU, numa altura em que a situação no terreno se agrava a cada dia que passa.

Os paquistaneses apontam o dedo ao governo pela forma como tem gerido a catástrofe que ameaça ganhar uma dimensão, ainda, maior.

Para evitar um surto de cólera devido à contaminação da água potável a ONU pôs em marcha um mecanismo de prevenção. Nesse sentido, todos os casos de diarreia aguda estão a ser tratados como se fossem cólera.

De acordo com as últimas informações, as inundações afectam cerca de 12 da população.
O número de mortos ultrapassa os 1600.

É este o cenário que o secretário-geral das Nações Unidas se prepara para encontrar na visita ao país agendada para este domingo.

Os acampamentos improvisados multiplicam-se um pouco por toda a parte e em muitos casos, a esperança deu lugar ao desespero:

“A nossa casa e os nossos campos de cultivo ficaram inundados e ninguém veio para nos ajudar” afirma um homem.

“Eles continuam a dizer que a ajuda chega amanhã, mas o governo abandonou-nos” refere uma mulher.

Muitos já responderam ao apelo lançado para a angariação de cerca de 360 milhões de euros, para o apoio às vítimas. Uma quinta parte da verba já chegou à ONU.