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Situação humanitária desesperada

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Situação humanitária desesperada

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Seis milhões de paquistaneses aguardam, desesperadamente, a chegada de comida e medicamentos.

São as vítimas das piores cheias registadas no país que, este sábado, comemora o seu Dia da Independência.

As agências da ONU apelaram à comunidade internacional, para que intensifique o envio de ajuda humanitária,

Avolumam-se as suspeitas de epidemias, com um caso de cólera já confirmado

Uma anciã não esconde o seu desespero:

“A minha casa foi varrida pelas inundações, ficou cheia de água, não tenho abrigo, nem roupas, não tenho nada de comer. Estou a viver na miséria, perdi tudo, estou à mercê de Deus”.

E um agricultor diz que perdeu tudo e ninguém ajuda:

“Todas as nossas casas foram destruídas pela invasão das águas. Todos os cereais, o trigo, o gado, tudo o que tinha em casa foi arrastado. Ninguém vem ajudar-nos, ninguém do governo. Não temos nada para comer, estamos com muita fome”.

Hoje, é esperado em Islamabad o secretário-geral das Nações Unidas. Ban ki-moom vai chamar a atenção da comunidade internacional, para a gravidade da situação.

A ONU já distribuiu ajuda a centenas de milhares de pessoas, mas as carências são ainda enormes.

A questão sanitária concentra agora todas as preocupações.

Eetá cionfirmado um caso de cólera, mas há centenas de pessoas, com sintomas suspeitos.