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O fumo volta a Moscovo

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O fumo volta a Moscovo

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Moscovo voltou a ser invadida pelo fumo este domingo. Apesar de as autoridades anunciarem uma redução substancial do número de incêndios no país, o vento voltou a trazer um fumo tóxico à capital da Rússia.

Os conselhos à população voltam a ser os mesmos, até porque os níveis de poluição no ar estão bem acima dos valores normais.

“O nível de emissões de hidrocarbonetos – as substâncias que dão ao ar este cheiro insuportável – são 5,5 vezes mais altas do que é normal em Moscovo”, refere um membro de uma agência do ambiente.

Os serviços de meteorologia esperam uma nova mudança na direcção do vento, mas o país tem ainda 53 mil hectares em chamas e os moscovitas não sabem quando é que o calvário vai terminar.

Uma médica especialista em doenças pulmonares explica que “numa situação como esta até as pessoas saudáveis sofrem de problemas respiratórios, fadiga e dores de cabeça com qualquer actividade física”.

A nuvem de fumo que tem invadido Moscovo nas últimas semanas fez duplicar o número de mortos nesta época do ano. Quem pode sai da cidade, e para os que ficam, os centros comerciais são um dos refúgios mais procurados.

“Eu venho aqui para algumas compras e para respirar ar fresco. Os meus vizinhos têm um bebé de oito meses e passam aqui o dia inteiro”, conta uma moscovita.

As imagens de satélite da NASA revelam a existência ainda de mais de 370 focos de incêndio, mas as autoridades de Moscovo garantem que os fogos na região de Nijni Novgorod, próxima do centro nuclear de Sarov, diminuíram e que não há risco de catástrofe atómica.