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Paquistão e ONU tentam mobilizar doadores

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Paquistão e ONU tentam mobilizar doadores

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O Paquistão começa a fazer uma estimativa dos custos de reconstrução: 1,9 mil milhões de euros é quanto deverá ser preciso só para reconstruir o Norte do país, a zona mais afectada. Os números foram avançados pelo embaixador do Paquistão na ONU, garantindo que se trata de uma área do tamanho da Inglaterra.

No Norte do Paquistão, o exército continua a resgatar pessoas refugiadas há três semanas nos telhados e no que resta de aldeias. Até agora, os soldados conseguiram salvar 600 mil pessoas. Mas foram afectadas quinze milhões, ou seja, 12% da população paquistanesa.

A ajuda internacional tarda. A ONU está longe de ter conseguido juntar o dinheiro para a ajuda de urgência. Desde segunda-feira, as promessas acentuaram-se. Japão prometeu mais dez milhões, a Austrália triplicou para 35 milhões e Turquia duplicou para 11 milhões. Mas as doações tardam em concretizar-se.

No terreno, as agências da ONU tentam ajudar as populações. Mas em Peshawar, um sobrevivente das cheias queixa-se que têm problemas e que as autoridades locais não estão a dar a totalidade da ração, enviada pelas Nações Unidas. “Estão a dar-nos muito pouco daquilo que receberam da ONU”, diz.

Acusações que ameaçam dificultar a missão da diplomacia paquistanesa que, na quinta-feira, vai tentar convencer a comunidade internacional a fazer um esforço suplementar para fazer face à maior catástrofe da história do país.