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França quer repatriar 700 ciganos romenos e búlgaros até final de Agosto

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França quer repatriar 700 ciganos romenos e búlgaros até final de Agosto

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Apesar da polémica, a França começa esta quinta-feira a repatriar as primeiras 79 pessoas de etnia cigana em situação irregular no país.

O anúncio foi feito pelo ministro francês do Interior.
Brice Hortefeux adiantou que uma nova vaga está prevista para o próximo dia 26 e que até ao final do mês conta expulsar 700 pessoas.

Na maioria dos casos, Bulgária e Roménia são os países de destino dos novos expatriados.

Entre acusações de anti-semitismo contra o governo de Nicolas Sarkozy, nas últimas semanas, as autoridades francesas já levantaram cerca de 51 acampamentos ciganos ilegais.

Os que partem voluntariamente recebem uma ajuda económica de 300 euros por adulto e cem por criança. Mas, uma vez chegados ao destino, nada os impede de regressar a França, como disse o ministro, como admite o ministro francês da Imigração, Eric Besson: “Vamos fazer as coisas de maneira a que aqueles que já receberam a ajuda não possam recebê-la uma segunda vez. Podem voltar a França porque é a lei, mas primeiro, não poderão acampar aqui em situação irregular, e segundo, não podem receber ajuda por regresso voluntário”.

Na mira das autoridades francesas estão cerca de 600 acampamentos clandestinos, na sequência do agravamento da política em relação à etnia cigana. Paris tem sido criticada pelas Nações Unidas por estabelecer uma ligação entre a insegurança e a imigração.

A Comissão Europeia garantiu que vai acompanhar de perto o processo, criticado por Bucareste e Sofia.

De acordo com o Comité para a Eliminação da Discriminação Racial da ONU as medidas que estão a ser tomadas pelas autoridades francesas indicam um “recrudescimento notório do racismo e da xenofobia” no país.

Os partidos de esquerda, mas também vários deputados de direita, acusam o governo de Sarkozy de estar a promover um “racismo de Estado”, classificando a actual política de “chocante” e “vergonhosa”.