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Paquistaneses não sentem a ajuda internacional

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Paquistaneses não sentem a ajuda internacional

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Apesar do Paquistão já ter recebido cerca de 300 milhões de euros para ajuda das populações atingidas pelas inundações que alagaram um quinto da superfície do país e afectaram cerca de um décimo da população, o auxílio real tarda em chegar às vítimas.

“As nossas crianças estão doentes. Mesmo a água tirada dos poços com bombas está suja. Podem ver como toda esta zona está cheia de lixo. Os idosos e as crianças bebem dessa água que é a causa de muitas doenças”, lamenta-se uma sobrevivente ainda sem ajuda.

As inundações começaram há três semanas e dezenas de aldeias continuam submersas.
Um dos grandes problemas que os sobreviventes enfrentam é a falta de transportes para se porem a salvo.

“Eu vivo em Adda Baseera. Temos grandes problemas com os transportes porque os donos dos barcos pedem-nos entre 20 e 40 rupias. Como lhes podemos pagar? Não temos dinheiro para fugirmos à água das cheias. O governo devia fazer alguma coisa por nós”, diz Saleem Khan, que é o exemplo vivo da resignação que invadiu muitos paquistaneses face à inépcia do governo e ao abandono a que se sentem votados.