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Economia paquistanesa à beira da ruptura

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Economia paquistanesa à beira da ruptura

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A catástrofe no Paquistão veio agravar ainda mais as dificuldades económicas da população.

No vale de Swat, os trabalhadores esperam e desesperam por trabalho.

A maioria das infra-estruturas foi varrida pelas cheias. Quem tinha trabalho, vê-se de novo na miséria.

“Nos últimos 22 dias desde que a electricidade foi cortada não temos nada para fazer. Antes carregávamos sacos de cimento para os camiões mas desde as chuvas não temos trabalho”, disse Yunas Khan, residente em Gul Kada.

“Chegamos aqui cedo de manhã esperamos até às dez e trinta ou onze horas mas ninguém nos dá trabalho, quando chegamos a casa temos de comer o pão seco da véspera, às vezes só há comida dia sim, dia não”, conta Malang Jan.

O preço dos alimentos subiu em flecha. Em muitas regiões o combustível esgotou-se.

Segundo cálculos do embaixador do Paquistão na ONU, a reconstrução do norte do país pode custar mais de dois mil milhões de euros.

O ministério das Finanças já avisou que o crescimento do PIB vai ficar abaixo dos 4,5 por cento, o valor esperado para 2010.

As autoridades paquistanesas reúnem-se na próxima semana com o Fundo Monetário Internacional.