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Um milhão de sul-africanos em greve

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Um milhão de sul-africanos em greve

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Tensão nas ruas de Joanesburgo. Ao segundo dia de greve dos funcionários públicos na África do Sul, a polícia dispersou os manifestantes com balas de borracha. No bairro de Soweto, a multidão tentou barrar a estrada junto a um hospital para impedir os pacientes de entrar. Os ânimos exaltaram-se e a polícia ripostou.

A greve por tempo indeterminado levou milhares de pessoas para as ruas. OS funcionários públicos exigem aumentos salariais de 8,6 por cento e melhorias contratuais, como o aumento do subsídio de habitação e seis meses de licença de parto.

As negociações entre governo e sindicatos começaram há alguns meses e o braço-de-ferro vai continuar. O executivo promulga hoje aumentos salariais de sete por cento – proposta já rejeitada pelos sindicatos – numa tentativa de pressionar os grevistas a regressar ao trabalho.

Mais de um milhão de pessoas aderiu à paralisação. Escolas fechadas, transportes públicos parados, hospitais com serviços mínimos e manifestantes nas ruas é um cenário que promete continuar.