Última hora

Última hora

Eleições australianas sem favorito

Em leitura:

Eleições australianas sem favorito

Tamanho do texto Aa Aa

Os australianos são chamados no sábado a renovar o parlamento em eleições legislativas antecipadas.

Com trabalhistas e conservadores empatados nas intenções de voto, de acordo com a última sondagem Newspoll, nada parece estar decidido.

Em Junho, Julia Gillard, de 48 anos, tornou-se na primeira mulher chefe do governo na Austrália.
Os trabalhistas dão ênfase à economia e prometem continuar os investimentos nas infra-estruturas, na saúde e na educação.

Os conservadores de Tony Abbott, um católico fervoroso de 52 anos defensor da família, prometem cortar a despesa pública e acabar com a imigração ilegal, tema que poderá ser decisivo nos resultados de sábado.

Analistas prevêem mesmo a possibilidade de, pela primeira vez nos últimos 70 anos, sair das eleições um parlamento sem maioria.

“A insatisfação é geral com ambos os partidos. Será uma escolha desapaixonada por Gillard ou por Tony Abbott porque ambos têm aspectos negativos”, sublinha um professor universitário de Nova Gales do Sul.

E, apesar do crocodilo Harry, a versão australiana do polvo alemão, escolher Julia Gillard, serão os 14 milhões de eleitores de um país onde votar é obrigatório, que podem vir a dar o mesmo número de lugares aos trabalhistas e aos conservadores, pela primeira vez desde Setembro de 1940.