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Paquistão: "É preciso converter as promessas em cheques", alerta OMS

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Paquistão: "É preciso converter as promessas em cheques", alerta OMS

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Face à tragédia humanitária, é preciso que o dinheiro chegue rápido ao Paquistão. O alerta foi repetido pelo Secretário-Geral da ONU, na Assembleia Geral das Nações Unidas, onde vários países duplicaram as promessas de envio de fundos.

Imagens de satélite mostram a força das inundações. De 9 para 12 de Agosto, a província de Sindh ficou praticamente submersa.

Mas a ajuda tarda em chegar ao terreno, avisa o director da Organização Mundial de Saúde (OMS) no Paquistão. “A situação é muito grave e o pior ainda está para vir. Estamos a receber boas promessas. Mas não podemos comprar medicamentos com promessas, precisamos de convertê-las em cheques”, afirmou Guido Sabatinelli.

Um quinto do país foi devastado, 22 milhões de pessoas foram afectadas, oito milhões precisam de ajuda humanitária urgente e quase cinco milhões ficaram sem tecto.

“As nossas casas foram destruídas, agora não as temos. Vivemos ao ar livre, não temos acesso a comida, estamos a morrer de fome… O que vamos comer? Pedras?!”, pergunta uma vítima das cheias.

São precisos mais alimentos, tendas e água potável para atenuar as consequências do que Ban Ki-moon qualificou como “tsunami em câmara lenta”, em que “o poder da destruição vai aumentar com o tempo”.